quarta-feira, 30 de julho de 2014

PARA REFLETIR !!!



Existe um modelo único e perfeito adaptável a todos?
No texto de Italo Calvino o “Modelo dos Modelos”, o personagem Sr. Palomar pensou em construir um único modelo perfeito adaptável a todas as situações do cotidiano e que resolveria tudo, porém num determinado momento ele percebeu que não seria possível devido as especificidades das pessoas e que tinha a necessidade de se ter outros modelos, pois cada pessoa tem seu ritmo próprio, não poderiam ser enquadradas numa mesma realidade.
Assim, nós professores nos comportamos num determinado momento do nosso fazer diário em nossa sala de aula, pensamos, planejamos um único modelo para todos, avaliando que todos podem ser contemplados no único planejamento, numa mesma estratégia de ensino, numa mesma forma de avaliação e quando descobrimos que o nosso modelo único não é adaptável a todos, concluímos que o problema não é o modelo e sim, os sujeitos é que são incapazes de aprender . Precisamos desconstruir esse conceito de nossas mentes e práticas , reconhecer a singularidade de cada um, seu ritmo próprio de aprendizagem, suas potencialidades e limitações, perceber que não é possível um modelo único para atender a todos, que nosso trabalho deve ser pautado no respeito as diferenças e ritmos, pois nossos alunos não são formas únicas com características e necessidades semelhantes.
Fazendo uma reflexão com o trabalho realizado no Atendimento Educacional Especializado temos a convicção que a aprendizagem dos nossos alunos não devem seguir modelos únicos e padrões determinados, pois nosso trabalho deve ser de buscar estratégias diferenciadas para cada sujeito, observando suas potencialidades e limitações com o objetivo de eliminar as barreiras e oportunizar a esse sujeito uma participação efetiva no seu processo de aprendizagem.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

ATIVIDADE DE LINGUAGEM PARA CRIANÇAS COM TEA

O transtorno de espectro autista é um distúrbio do desenvolvimento neurológico caracterizado por dificuldades nas seguintes áreas: Comunicação e linguagem, interação social e imaginação, como também interesse por rotinas fixas e comportamentos repetitivos que acabam afetando a comunicação e o relacionamento com os seus pares.


1- Título: Bruxinha Filomena

2- Público alvo: Criança com transtorno Espectro Autista,com deficiência intelectual e sem deficiência

3- Local de utilização: sala de aula.

4- Material: fichas com trechos da história, papel sulfite, tesoura, cola, canetinha e lápis de cor.

5- Como fazer:
Distribua as fichas para todos os alunos de modo desordenado e uma folha de papel sulfite para cada aluno, bem como as canetinhas e o lápis de cor. Conte a história da bruxinha e peça para que os alunos em grupo organizem a história colocando as fichas em ordens. Logo após eles devem ler os textos que foram organizados. Após a leitura os alunos ilustrarão o texto.

6- Intervenções que podem ser feitas pelo professor:
O professor poderá explorar as diferentes formas de leitura de texto desenvolvendo a linguagem verbal explorando a criatividade e valorizando a leitura.

Texto Trabalhado:
                                                                       Bruxinha Filomena

Filomena era uma bruxa velha,  muito velha e nervosa. Usava um vestido preto comprido, botas pretas de amarrar, chapéu preto muito alto, tinha um nariz pontudo, olhos pequeninos e voava pelo espaço montada numa vassoura.

Ela morava num ninho vazio que uma águia havia feito há muito tempo e depois abandonado.

Filomena morava no alto da montanha perdida vivia completamente sozinha, porque não tinha amigos.

Nunca tinha nenhum amigo.

Ninho de águia não é um lugar muito confortável para se morar, mas Filomena não ligava. Ela nem queria saber de arrumar o ninho.

A única peça de mobília que havia no ninho era um aparelho pequeno de televisão portátil.

Ela gostava de assistir aos filmes de horror. 

Além disso, ela só tinha as chinelas confortáveis,a vassoura de voar e um xale preto.

Filomena passava quase o dia inteiro dormindo no ninho, enrolada no xale com franjas em toda a volta.

Referências Bibliográficas:
 Revista do educador: Ciranda da inclusão, ano 3; nº 35
https://www.google.com.br/searchq=bruxinhas&newwindow=1&tbm=isch&tbo=u&source=univ&sa=X&ei=shuaU5m5PKHgsAThv4GYDA&ved=0CB0QsAQ&biw=1024